11 anos de idade, estava na aula de ginastica, o médico estava marcado pra depois da aula.
Era de tarde e a rua movimentada, me dirigi ao orelhão mais perto, o combinado era que ela atendesse o telefone e viesse ao meu encontro. Uma voz estranha do outro lado, um susto. Por um momento o desespero, uma sensação inexplicável invade meu corpo. A cidade fica muda, a única coisa que escuto são meus pensamentos, as pessoas em volta parecem estar em outro tempo. Entro em um taxi e volto pra casa.
Durante horas a espera junto com o desespero de não saber o que fazer. As lágrimas correm e me sinto completamente inútil. Não me lembro onde as pessoas estavam só me lembro da janela e o dia escurecendo. Uma pessoa aparece, junto com ela a esperança de noticias, nada. Apenas um abraço de uma amiga, o que naquele momento foi muito bem vindo. Depois disso não me lembro de mais nada naquela noite, acho que adormeci.
Já é dia e a casa está cheia, pessoas conhecidas e outras nem tanto.
Uma tensão no ar mas ninguém diz nada. O telefone toca...alguém o bate forte no gancho. Não foi preciso dizer nada.
Ela havia ido embora, sem se despedir...
O silencio invade a casa...interrompido pelo choro incessante daquele homem que a amava. Ah sim, como ele a amava...
Fui pega nos seus braços, estava assustada, meu heroi estava sem suas mascaras, ali na minha frente se entregando aquela dor...sentados na cadeira verde de veludo, ele me ninava e eu junto com ele apenas chorava. Alguém grita, desesperadamente...a porta bate, se tranca. A dor invadia cada um de nós...
E eu nem pude me despedir.
Hoje 12 anos depois, a dor não existe mais, apenas a lembrança, a saudade, o respeito e a gratidão por aquela pessoa que me trouxe ao mundo e enquanto pode me ensinou a ser alguém melhor...alguém que assim como ela sente um amor incondicional pela vida, pela familia, pelo ser humano...
Assim como ela me permito amar, perdoar, viver...
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Existir!
Muitas vezes eu me pergunto o que estou fazendo neste mundo.
Já me disseram que eu vim pra esperar.
Esperar?? O quê??
Tenho tentado entender o que significa.
Esperar a vida no estado consciente de que estou aqui esperando.
Me movimentando, sendo vista, mas esperando o que tem que acotecer.
Nestes momentos de espera eu apenas observo as pessoas e tudo a minha volta. Tenho tentado não julgar, o que é dificil pois desde de que me vejo no mundo julgar é algo que estamos condicionados a fazer.
Eu convivo muito com pessoas, meu trabalho pede isso. Pessoas de todos os tipos. Algumas com condições melhores, outras nem tanto. Observo muito essas pessoas e o que elas tem para dizer.
Cada uma tem seu fardo, cada uma tem um problema, e cada uma é feliz do jeito que sabe ser.
Seja tocando seu violino na praça, vendendo seu livro na porta do teatro, tomando banho de rio, ou comendo em um restaurante caríssimo.
Uma coisa eu aprendi observando todas essas pessoas, que pra mim nada disso importa, somos iguais e estamos aqui por uma mesma causa, viver!
As vezes é difícil. Mas vou continuar tentando e esperando!
Já me disseram que eu vim pra esperar.
Esperar?? O quê??
Tenho tentado entender o que significa.
Esperar a vida no estado consciente de que estou aqui esperando.
Me movimentando, sendo vista, mas esperando o que tem que acotecer.
Nestes momentos de espera eu apenas observo as pessoas e tudo a minha volta. Tenho tentado não julgar, o que é dificil pois desde de que me vejo no mundo julgar é algo que estamos condicionados a fazer.
Eu convivo muito com pessoas, meu trabalho pede isso. Pessoas de todos os tipos. Algumas com condições melhores, outras nem tanto. Observo muito essas pessoas e o que elas tem para dizer.
Cada uma tem seu fardo, cada uma tem um problema, e cada uma é feliz do jeito que sabe ser.
Seja tocando seu violino na praça, vendendo seu livro na porta do teatro, tomando banho de rio, ou comendo em um restaurante caríssimo.
Uma coisa eu aprendi observando todas essas pessoas, que pra mim nada disso importa, somos iguais e estamos aqui por uma mesma causa, viver!
As vezes é difícil. Mas vou continuar tentando e esperando!
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